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quarta-feira, 5 de maio de 2010

SIM

Ele passou por ela

Ele  a olhou, olhou, olhou

Pensou  falar com ela

Não acreditou em si mesmo

Ela entrou no carro e olhou pelo retrovisor

Via ele parado, esperou, esperou

Ele fez o movimento de alguns passos

Novamente não acreditou

Ela percebeu, pediu pra ligar o carro e saiu

E quando ele resolve ligar

Ela já estava fora de área, na estrada

Ele fica tentando, algo vai alimentando sua confiança

A cada vez quem não dava certo, ele se revigorava

Como se um vendaval de esperança

 não deixasse ele parar

E o celular chama

Ele despeja tudo que sente por ela

Ela diz :

Vou ficar no meio na estrada,

No meio do nada, venha me pegar.

PRESSÃO

A exploração, humilhação, fome de tudo
Alimentam a  pressão, o fermentar do dia a dia
Faz explodir
e seus estilhaços
Alimentam a pressão, o fermentar do dia a dia
uma fila para se curar de tudo isso? Não
Vou para a noite
E me tragam um litro de bebida
E uma garrafa de poesia
Nada como tira gosto
Papel  e caneta
Algum livro do Ferreira Gullar
E deixe –me

terça-feira, 13 de abril de 2010

Adolescente

Atenção!!

É atenção mesmo que quero
as vezes sim, muitas vezes NÃO
me deixem
no meu quarto
meu corpo
com meus amigos
eu assim
comigo mesmo

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Elo

Somos um elo
um duelo
contra
este mundo
tão tosco.

sábado, 9 de janeiro de 2010

A Culpa

A culpa é sempre do outro
Um, dois, três... outros que estão dentro de nós
E não queremos reconhecer-los
Aceita-los e trabalhá-los
A culpa é sempre do outro
Sim
Do outro
Do outro lado
Dentro de nós.

sábado, 5 de dezembro de 2009

VOTO

O pobre que vende
seu voto pela fome
e não entender
o preço que paga
é perdoavél

Mas que vende seu voto
por puro luxo
por puro status
é condenável

eis aí a pior
das prostituições

e isso é feito
pela nossa dita sociedade
é a que trasforma
tudo em selvageria

Reações

Musicas,perfumes,jeitos,gestos

provocam

ruidos

cheiros

movimentos

em nosso corpo

e alma

ligados

a alguém

que perdemos

ou queremos

reações únicas

de desejo,lembranças

como uma brisa

que passa

e arrepia.